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domingo, 13 de outubro de 2024

MUDA-SE

 O Brasil é um dos paraísos na Terra, naturalmente, mas é mal cuidado naturalmente. Ainda não conseguimos nos unir em prol do país. Se observarmos as nações em geral podemos ver que a maioria tem um só tipo etnico, uma religião ou duas, costumes e tradições seculares e um regime político respeitado por todos, e nem sempre visto pelos brasileiros como democrático. O Brasil é uma salada mista onde convivem vários tipos, tribos e grupos  numa boa , mas cada um com costumes e visões totalmente diferentes. Outro pais com as mesmas caracteristicas são os EUA, mas eles viram o que a mistura ia dar e resolveram a questão no início, dividindo o país em estados semi independentes, cada um com seus costumes e suas própria leis acatadas por sua população. Não dá mais para acreditar que o poder concentrado em Brasilia possa governar todos o país à partir de leis que não respeitam as diferenças entre o chimarrão e o assaí. A única solução pro nosso povo eu vou dar, mas não é aquela sugerida pelo Raul Seixas: "A solução é alugar o Brasil " (Aluga-se, 1980). Os estados deveriam se tornar independentes, cada um por sí, a população escolhendo o governador e prefeitos mas fungando no seu cangote e exigindo resultados, Brasilia deveria ficar tão somente cuidando da segurança nacional e e das relações exteriores.

Com a máquina estadual tomando conta dos seus próprios interesses, teríamos com efeito colateral (benigno) o desmonte da farra perdulária do congresso, afinal para que precisamos de 500 deputados e 80 senadores? se bem que se tornou previsivel o resultado de 500 cabeças despreparadas dirigidas por raposas da politicagem em Brasilia: não fizeram nada em beneficio do país desde a redemocratização, não atualizaram a constituição, nem se preocuparam com a previdência social. É fantástico descobrir que cada um destes representantes do povo tem uma penca de assessores e mais uma legião de servidores cuidando do que pouco produzem á custa de bilhões dos impostos cobrados do pobre dinheirinho dos brasileiros. Bastaria quatro deputados e dois senadores de cada estado para aparar as arestas que por acaso surgissem. e não precisariam pegar avião toda segunda e quinta. 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Sacolas de Plástico. Eu apoio.


Os ecochatos de galocha estão querendo dominar o mundo, e estão espalhando o pânico entre os cada vez mais desavisados terráqueos e criando um ambiente (?) ideal para a criação de leis esdrúxulas como a nova lei brasileira que proíbe as sacolas de plásticos nos supermercados.Não que as leis brasileiras sejam na média razoáveis, mas esta foi criada sem nenhum debate sobre qual a finalidade da proibição. Responder o óbvio não explica nem a metade do problema. Você mesmo vai dizer que ela vai proteger o meio ambiente, mas  em qual proporção? Devo lembrar que, no mesmo supermercado tudo que você comprar,  do refrigerante ao pimentão, tudo vem embalado em plástico.
A sacolinha em que você põe seus produtos na caixa do supermercado é o único ítem que será reusado com certeza, exatamente para colocar seu lixo diário. E este ítem foi proibido!
O cara que bolou esta lei , e seus seguidores, não percebem que até o pão vem embalado em plástico?
as verduras e legumes, os brinquedos, o arroz, o feijão. Em breve teremos de volta as lixeiras com o lixo misturado e nauseabundo sendo espalhado pelas ruas,  pois ao contrário dos paises desenvolvidos que proibem as sacolas, nós não somos muito desenvolvidos. Eu particulamente acho que o que degrada o meio ambiente não é o plástico, mas a sociedade mal educada. O plástico no final das contas, não polue o ar, não altera a água, nem se mistura com a terra. Esperemos no futuro leis que acabem com o ar condicionado, o avião e o óleo de cozinha.
Se observarmos as ruas procurando plásticos acharemos várias embalagens plásticas de todos os tamanhos, tampinhas, copos, canudinhos, até os maços de cigarros tem uma capa plástica.O que menos se encontra é a sacola de supermercado. A sacola, além de ser instituida como a sacola do lixo das casas, é usada como luva na hora de limpar uma sujeira, embalar alimentos na geladeira, proteger documentos ou o celular quando cai um temporal. Mas foi proibida, o que deve agradar aos analfabetos úteis. Vamos carregar nossos produtos (envolvidos em plástico0 numa sacola de pano ou papel. O que vai ser maravilhoso se você pegar uma chuva no caminho.

domingo, 10 de março de 2019

OPERAÇÃO TRAÍRA - 1991

Em 26 de fevereiro de 1991, um grupo de cerca de 40 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que se autodenominava "Comando Simon Bolívar", adentrou em território brasileiro, próximo a fronteira entre Brasil e Colômbia, às margens do Rio Traíra no Estado do Amazonas, e atacou de surpresa o Destacamento Traíra do Exército Brasileiro, que estava em instalações semi-permanentes e possuía apenas 17 militares, efetivo muito inferior a coluna guerrilheira que o atacara. Operações de inteligência afirmam que o ataque foi motivado pela repressão exercida pelo destacamento de fronteira ao garimpo ilegal na região, uma das fontes de financiamento das FARC. Nesse ataque morreram três militares brasileiros e nove ficaram feridos. Várias armas, munições e equipamentos foram roubados.

Resposta militar
Imediatamente as Forças Armadas do Brasil, autorizadas pelo presidente Fernando Collor de Mello e com o conhecimento e apoio do Presidente colombiano César Gaviria Trujillo, deflagraram secretamente a Operação Traíra, com o objetivo de recuperar o armamento roubado e desencorajar novos ataques. Uma reunião bilateral entre representantes do Brasil e da Colômbia em caráter urgente foi realizada em Leticia, na Colômbia, no dia 9 de março, em que planos de ação foram discutidos e traçados. Ambas as delegações concordaram sobre compartilhar, de imediato e também ao longo das semanas seguintes, informações sobre atividades subversivas, terroristas ou ligadas ao narcotráfico.
A Força Aérea Brasileira apoiou a Operação Traíra, com seis helicópteros de transporte de tropas H-1H, seis aeronaves de ataque ao solo AT-27 Tucano e aviões de apoio logístico C-130 Hércules e C-115 Búfalo.
A Marinha do Brasil apoiou a Operação Traíra com um Navio Patrulha Fluvial, que ficou baseado em Vila Bittencourt, cooperando com o apoio logístico e garantindo a segurança daquela região.
O Exército Brasileiro enviou suas principais tropas de elite, elementos de forças especiais e de comandos e do Batalhão de Forças Especiais (atuais 1º Batalhão de Forças Especiais e 1º Batalhão de Ações de Comandos), e também guerreiros de selva do até então 1º Batalhão Especial de Fronteira, para atacar a base guerrilheira que se encontrava em território colombiano, próxima a fronteira. Também apoiaram, militares do 1º Batalhão de Infantaria de Selva, principal unidade do Comando Militar da Amazônia. O Comando de Aviação do Exército se fez presente fornecendo o meio de transporte utilizado pelos combatentes empregados na missão, 4 helicópteros de manobra HM-1 Pantera, 2 helicópteros de reconhecimento e ataque HA-1 Esquilo.
Atuaram como voluntários no reconhecimento o primeiro tenente Castelhano, primeiro tenente Bardaro e terceiro sargento Campos.
O Exército Colombiano apoiou a Operação Traíra com o Batalhão Bejarano Muñoz, acredita-se que tenha bloqueado a rota de fuga dos guerrilheiros, caso tentassem fugir do ataque do Exército Brasileiro.
Consequências
O saldo da Operação Traíra foi o de 62 guerrilheiros mortos, inúmeros capturados, maior parte do armamento e equipamento recuperados. Desde então, nunca mais se soube de invasões das FARC em território brasileiro, assim como ataques a militares brasileiros.
Fonte: Defesanet


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

STAN LEE - O MAGO DOS QUADRINHOS


As crianças nos anos 60 já liam revistas em quadrinhos, e no começo da adolescência os heróis da DC dominavam o mercado no Brasil, basicamente Batman e Superman, junto com Tarzan e o Fantasma de outras editoras. Somente no final da década chegou ao Brasil as primeiras revistas com as criações do gênio Stan Lee. Uma revolução que não parou até hoje. Desde a composição de inúmeros Superheróis passando pela criação de inúmeros universos, a evolução das HQs para Graphic Novels, até a chegada da Marvel nas telonas. As criações de Lee ultrapassaram a simples visão das narrativas para se tornar infinita, ainda hoje se expandindo. Como o próprio Universo deve estar.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

#RogerWatersnão

Não fui fã do Pink Floyd nos seus aureos tempos nem fã retardatário de Waters, embora sinta mais simpatia por Gilmour, o que me incomodou na manifestação política num show revival onde o antigo baixista do Pink Floyd foi vaiado foram as opiniões da neo-turminha lacradora que nasceu nos anos 90 e acreditam que Roger Waters é qualificado para sugerir aos brasileiros em quem votar, pois ele deidiu que o candidato da direita é fascista e então,  ele não. O que a turminha da esquerda não sabe é que Waters engana todo mundo desde os anos 70 com este papo de engajado e enquanto isto, encheu suas malas de dinheiro e vive como nababo numa mansão cercada de muros (The Wall) resultado do seu trabalho no mundo capitalista que critica. A platéia, em sua maioria acima dos 50 anos que vaiou o bardo, sabe que as obras primas do Pink Floyd foram escritas num mundo totalmente diferente em que se pensava que havia outro caminho além do capitalismo, e com o comunismo já no volume morto.Foi lá para ouvir velhas canções  da sua juventude e não para aguentar mensagens totalmente desvirtuadas no momento atual.Além de se enganar sobre o desejo do público, Waters mostrou tremenda irresponsabilidade ao se aventurar em opinar politicamente num país polarizado que não conhece, e por pouco, mas não muito, poderia ser o causador de uma tragédia .

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

O novo imbecil coletivo

Para quem se pergunta como nossa educação foi parar na imbecilidade

       

               Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 30 de outubro de 2012
Quando entre os anos 80 e 90 comecei a redigir as notas que viriam a compor O Imbecil Coletivo, os personagens a que ali eu me referia eram indivíduos inteligentes, razoavelmente cultos, apenas corrompidos pela auto-intoxicação ideológica e por um corporativismo de partido que, alçando-os a posições muito superiores aos seus méritos, deformavam completamente sua visão do universo e de si mesmos. Foi por isso que os defini como “um grupo de pessoas de inteligência normal ou mesmo superior que se reúnem com a finalidade de imbecilizar-se umas às outras”.
          Essa definição já não se aplica aos novos tagarelas e opinadores, que atuam sobretudo através da internete que hoje estão entre os vinte e os quarenta anos de idade. Tal como seus antecessores, são pessoas de inteligência normal ou superior separadas do pleno uso de seus dons pela intervenção de forças sociais e culturais. A diferença é que essas forças os atacaram numa idade mais tenra e já não são bem as mesmas que lesaram os seus antecessores.
          Até os anos 70, os brasileiros recebiam no primário e no ginásio uma educação normal, deficiente o quanto fosse. Só vinham a corromper-se quando chegavam à universidade e, em vez de uma abertura efetiva para o mundo da alta cultura, recebiam doses maciças de doutrinação comunista, oferecida sob o pretexto, àquela altura bastante verossímil, da luta pela restauração das liberdades democráticas. A pressão do ambiente, a imposição do vocabulário e o controle altamente seletivo dos temas e da bibliografia faziam com que a aquisição do status de brasileiro culto se identificasse, na mente de cada estudante, com a absorção do estilo esquerdista de pensar, de sentir e de ser – na verdade, nada mais que um conjunto de cacoetes mentais.
          O trabalho dos professores-doutrinadores era complementado pela grande mídia, que, então já amplamente dominada por ativistas e simpatizantes de esquerda, envolvia os intelectuais e artistas de sua preferência ideológica numa aura de prestígio sublime, ao mesmo tempo que jogava na lata de lixo do esquecimento os escritores e pensadores considerados inconvenientes, exceto quando podia explorá-los como exceções que por sua própria raridade e exotismo confirmavam a regra.
          Criada e mantida pelas universidades, pelo movimento editorial e pela mídia impressa, a atmosfera de imbecilização ideológica era, por assim dizer, um produto de luxo, só acessível às classes média e alta, deixando intacta a massa popular.
          A partir dos anos 80, a elite esquerdista tomou posse da educação pública, aí introduzindo o sistema de alfabetização “socioconstrutivista”, concebido por pedagogos esquerdistas como Emilia Ferrero, Lev Vigotsky e Paulo Freire para implantar na mente infantil as estruturas cognitivas aptas a preparar o desenvolvimento mais ou menos espontâneo de uma cosmovisão socialista, praticamente sem necessidade de “doutrinação” explícita.
          Do ponto de vista do aprendizado, do rendimento escolar dos alunos, e sobretudo da alfabetização, os resultados foram catastróficos.
          Não há espaço aqui para explicar a coisa toda, mas, em resumidas contas, é o seguinte. Todo idioma compõe-se de uma parte mais ou menos fechada, estável e mecânica – o alfabeto, a ortografia, a lista de fonemas e suas combinações, as regras básicas da morfologia e da sintaxe — e de uma parte aberta, movente e fluida: o universo inteiro dos significados, dos valores, das nuances e das intenções de discurso. A primeira aprende-se eminentemente por memorização e exercícios repetitivos. A segunda, pelo auto-enriquecimento intelectual permanente, pelo acesso aos bens de alta cultura, pelo uso da inteligência comparativa, crítica e analítica e, last not least, pelo exercício das habilidades pessoais de comunicação e expressão. Sem o domínio adequado da primeira parte, é impossível orientar-se na segunda. Seria como saltar e dançar antes de ter aprendido a andar. É exatamente essa inversão que o socioconstrutivismo impõe aos alunos, pretendendo que participem ativamente – e até criativamente – do “universo da cultura” antes de ter os instrumentos de base necessários à articulação verbal de seus pensamentos, percepções e estados interiores.
O socioconstrutivismo mistura a alfabetização com a aquisição de conteúdos, com a socialização e até com o exercício da reflexão crítica, tornando o processo enormemente complicado e, no caminho, negligenciando a aquisição das habilidades fonético-silábicas elementares  sem as quais ninguém pode chegar a um domínio suficiente da linguagem.       
O produto dessa monstruosidade pedagógica são estudantes que chegam ao mestrado e ao doutorado sem conhecimentos mínimos de ortografia e com uma reduzida capacidade de articular experiência e linguagem. Na universidade aprendem a macaquear o jargão de uma ou várias especialidades acadêmicas que, na falta de um domínio razoável da língua geral e literária, compreendem de maneira coisificada, quase fetichista, permanecendo quase sempre insensíveis às nuances de sentido e incapazes de apreender, na prática, a diferença entre um conceito e uma figura de linguagem. Em geral não têm sequer o senso da “forma”, seja no que lêem, seja no que escrevem.
Aplicado em escala nacional, o socioconstrutivismo resultou numa espetacular democratização da inépcia, que hoje se distribui mais ou menos equitativamente entre todos os jovens brasileiros estudantes ou diplomados, sem distinções de credo ou de ideologia. O novo imbecil coletivo, ao contrário do antigo, não tem carteirinha de partido. 

domingo, 22 de julho de 2018

SERGUEI É O PAI DO ROCK (BRASILEIRO)


No ano longiquo ano de 1966, remexendo nos discos  na casa de uma tia, peguei um compacto simples largado no fundo do armário e coloquei uma vez para ouvir o que dizia aquele disquinho e fiquei ouvindo por várias horas até que todo mundo começou a ficar preocupado com a audição um tanto prolongada, o que me rendeu no final o direito de levar comigo aquele vinilzinho que ninguém gostava. O disco, do Serguei, era um tipo de música que eu nunca tinha ouvido antes e só mais tarde aconteceu a mesma coisa quando ouví o primeiro disco do Raul Seixas. As letras, dos dois lados,
(As alucinações de Serguei/ Eu não volto mais) eram de uma temática  completamente maluca, e era o tipo de música que me interessava, mesmo ainda criança e no meio daquele tempo em que reinava a bossa-novística MPB e o yê-yê-yê da Jovem Guarda. Acima o video em que mesclei o tributo de Iggy e os traidores  com a música original de 1966/67. Pode levar.

terça-feira, 10 de julho de 2018

ALBUNS OF MY LIFE - ERASMO CARLOS - 1990 PROJETO SALVATERRA

Projeto Salva Terra, o nono álbum de Erasmo Carlos, lançado em 1974, sempre foi prá mim o melhor do Tremendão. Cheio de poesia e criatividade o disco avançava no tempo para antever o que aconteceria 15 anos depois, um tempo relativamente curto para o tempo acelerado que vivemos hoje, mas ninguém sabia disso, nem Erasmo. A MPB é predominante em canções como o samba "Cachaça Mecânica" (que fez grande sucesso), "A festa do corpo lindo", "A Experiência" e a melancólica "Por Cima dos Aviões". Apesar da MPB obrigatória na época,, esse disco torna se um marco no Rock  brasileiro com a ajuda de uma banda escolhida a dedo por Erasmo. Passeando por vários ritmos 1990 traz uma versão mais pesada para "Negro Gato" um rockabilly instrumental:"Bolas Azuis", um country rock "A Lenda de Bob Nelson"  um rock mais pesado "Haroldo, o robot doméstico" uma embolada "Deitar e rolar" e a festa está feita. Destaque para a super faixa rock que abre o disco: "Sou Uma Criança e Não Entendo Nada". Bom demais. 


segunda-feira, 5 de março de 2018

SÍRIA - RECLAMAR É INÚTIL



No início de 2018 , com os ataques do governo de Al-Assad aos rebeldes na cidade de Gouta, parece que alguns brasileiros descobriram que havia uma guerra sangrenta na Síria e chocados com as noticias da morte de crianças começaram a rogar por ajuda e providências das potências do mundo para estancar o novo holocausto. Compreensível a preocupação em defesa da paz de cidadãos que acabaram de pular carnaval por um mês inteiro embora sob o perigo de balas perdidas num país nada pacífico,mas devo avisar que a guerra na Síria  começou em 2011, e é importante procurar ler sobre o que aconteceu nestes ultimos anos antes de começar a rezar pela Síria. Após demonstrações pró-democracia, inspiradas pela Primavera Árabe, que começaram na cidade de Deraa, no sul do país. Mas o uso de força por parte do governo fez com que os protestos tomassem proporções nacionais. A violência logo aumentou e a Guerra Civil teve início, após centenas de brigadas rebeldes serem criadas para lutar contra as forças do governo.Um fator chave é a intervenção de potências regionais e globais no conflito, incluindo Irã, Rússia, Arábia Saudita e os Estados Unidos. O suporte financeiro, militar e político para governo por uns e para a oposição por outros têm contribuído diretamente com a intensificação e continuação do conflito, que transformou a Síria em um verdadeiro campo de batalha.Forças externas também são acusadas de favorecer o sectarismo em um Estado secular, colocando a maioria Sunita da população contra a minoria Alauita, um grupo étnico-religioso que segue o Xiismo, e do qual a família de al-Assad faz parte. Tais divisões encorajaram os dois lados a cometerem atrocidades que não causaram apenas a perda de vidas, mas também acabou com comunidades e diminuíram às chances de um acordo político.Para piorar tudo, grupos jihadistas também tomaram parte nessas divisões, o que deu maiores dimensões para a guerra. Por exemplo, a Hayat Tahrir al-Sham, uma aliança formada por membros da Frente Al-Nusra (um ex-braço do grupo terrorista al-Qaeda), controla grandes partes do província de Idlib, no noroeste da Síria.Enquanto isso, o famoso grupo terrorista Estado Islâmico controlou boa parte do norte e leste da Síria, com a distinção de serem inimigos de todos os grupos envolvidos no conflito: eles lutam contra as forças do governo, grupos rebeldes e milícias curdas, além de sofrer ataques aéreos de Estados Unidos e Rússia.Se já não bastasse tudo isso, milhares de milicianos alauitas oriundos do Irã, Líbano, Iraque, Afeganistão e Iêmen dizem que estão lutando ao lado do exército sírio, com a desculpa de que querem proteger locais sagrados do grupo.Apesar de não apoiarem o ditador, cristãos, xiitas e até parte da elite sunita preferem ver Assad no poder diante da possibilidade de ter um país tomado pelos extremistas.
Diante da impossibilidade de apoiar o mau contra o pior, nem a ONU, a UE ou o Papa podem dar palpite sobre a guerra, a não ser rezar. Quanto às alianças externas, Assad conta com o apoio da Rússia,China  e do Irã  que através do grupo libanês Hezbollah, forma um “eixo xiita” que segue essa interpretação da religião islâmica.  acredita-se que o Irã está gastando bilhões de dólares por ano para impulsionar o governo sírio, providenciando conselheiros militares e armas, bem como linhas de crédito de transferência de combustíveis. Também já é de conhecimento geral que os iranianos posicionaram centenas de tropas na Síria.O grupo se opõe a Israel e disputa a hegemonia no Oriente Médio com as monarquias sunitas, lideradas pela Arábia Saudita. O principal aliado de fora é a Rússia, que mantém uma antiga parceria com a Síria. Tanto o apoio do Hezbollah e das milícias iranianas, quanto os bombardeios mais recentes realizados pelas forças russas têm sido fundamentais para a sobrevivência do regime de Assad e o seu recente fortalecimento no conflito. Os Estados Unidos, que dizem que al-Assad é responsável por diversos tipos de atrocidades, providenciaram apenas uma assistência militar limitada para grupos rebeldes “moderados”, por terem medo de suas armas acabarem parando nas mãos de jihadistas e o surgimento de grupos radicais como o Estado Islâmico, mas também já fizeram um ataque contra o governo sírio  por conta de um  ataque químico contra civís. 
A oposição não é flor que se cheire, é formada por um punhado de grupos rebeldes. Uma das primeiras forças internas que se rebelou contra o governo sírio foram os grupos sunitas, que se opunham a Assad, que é xiita. Os sunitas têm dezenas de ramificações e ideologias, mas unem-se com o princípio básico de derrubar Assad. São chamados de “rebeldes moderados”, por não serem adeptos do radicalismo islâmico. A maior expressão entre eles é o Exército Livre da Síria (ELS). A organização está envolvida com países da Europa e com os Estados Unidos com o objetivo de derrubar o governo de Assad. Três grandes potências no Oriente Médio também colaboram com os rebeldes: Turquia, Arábia Saudita e Catar, relevando os interesses dos países próximos à Síria, também.  A Arábia Saudita, que é governada por sunitas e deseja contra atacar a influência do Irã no Oriente Médio, também está providenciando assistência militar e financeira para as forças rebeldes.Some-se a isto,os extremistas Islâmicos, os grupos que querem derrubar Assad,  que estão fragmentadas em diversos grupos. Uma das organizações que mais conquistaram terreno, principalmente nos primeiros anos do conflito, foi a Frente Al-Nusra, um braço da rede extremista Al Qaeda na Síria. Posteriormente, a partir de 2013, o EI aproveitou-se da situação de caos criada pela guerra civil e, vindo do Iraque, avançou de forma avassaladora e brutal, ocupando metade do território sírio. Em 2014, o E.I.  dominou algumas áreas na Síria e no Iraque, as quais chamou de califados – o termo se refere aos antigos impérios islâmicos depois de Maomé, que seguiam rigorosamente as leis islâmicas. Correndo por fora ,mas dentro da guerra estão os Curdos, uma etnia apátrida, que habitam diversos países,inclusive na Síria, que reinvidicam a criação de uma nação para seu povo. Para o regime de Assad, tornaram-se bastante úteis, porque a milícia se opõe tanto aos rebeldes moderados como aos extremistas do Estado Islâmico.
Diante deste coquetel politico-religioso explosivo, é mais fácil compreender que a questão da Siria não é para fracos desvendarem. A guerra na Síria não tem solução á vista. Qualquer lado que vença vai desenrolar uma nova guerra em pouco tempo. Não adianta reclamar do que acontece na Síria.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Make Wakanda Great Again


Nestes tempos de conflitos entre civilizações o pessoal de Hollywood resolveu politizar o cinema assim como toda obra artistica para tentar mostrar que existe igualdade entre os humanos, coisa aliás naturalmente inexistente. Aproveitando que o filme do Pantera Negra foi conduzido e estrelado por diretores e atores negros grupos coletivos negros cairam na armadilha de tentar impor um modelo segregacionista ao filme até para impedir que brancos pudessem chegar as salas de cinema. O longa da Marvel serviu até para alguns protestarem contra o Presidente Trump e sua politica "Make the America Great Again'. Depois da estréia porém, quem se preocupou com a politicagem feita com a obra de ficção, notou que Pantera Negra, o líder da comunidade é praticamente um Trump Negro.
Wakanda além de isolacionista ,é racista, xenófoba e talvez homofóbica. Em Wakanda, que tem uma população homogênea negra, defende-se o nacionalismo e não há troca de tecnologias e mercadorias com outras comunidades. Não há preocupação ou grupos ambientais impedindo a exploração dos seus recursos naturais. T' challa é um ditador, convenhamos, e cercou seu país com muros. Parece um clone politico do presidente americano. Tá na hora desta turma de Hollywood decidir se Trump é herói ou vilâo. 

Depeche Mode - Strange Love (Remix)

domingo, 14 de janeiro de 2018

Dire Straits - Wild West End (Live)


"Wild West End" do primeiro álbum do DIRE STRAITS é uma música sem muita consistência na letra mas perfeita para deixar sobressair a guitarra de Knoffler. O álbum de 1978 era tão bom que eu comprei dois.

sábado, 25 de novembro de 2017

O QUE A BAIANA (E A DINAMARCA) TEM.

Uma reportagem sobre o reino da Dinamarca na TV fez os olhos de alguns brasileiros brilharem extasiados como se tivessem descoberto o paraíso na terra. Certamente os incautos imediatamente fizeram um paralelo com nosso continente tropical e as redes sociais apontaram o país nórdico como o modelo a ser seguido, pela nossa turba. Infelizmente, em pouco tempo de pesquisa, chegamos a conclusão de que o Brasil nunca poderia , nem poderá ser um país igual ou parecido com a Dinamarca, e não é por que "o país mais feliz do mundo" tem costumes estranhos aos nossos como o de lavar a louça e não tirar o sabão, apenas secar com um pano de prato. ou de terem banheiros, digamos minúsculos, e geralmente o chuveiro fica acima da privada, e em alguns, o mais estranho, é que o banheiro fica no meio da cozinha. A coisa pode ficar pior se o assunto for relações sociais. As relações sociais e interpessoais na Dinamarca são diferentes das que conhecemos no Brasil. Não espere   espontaneidade, e todos os compromissos – incluindo visitar amigos e familiares – são agendados com antecedência. Aparecer de surpresa na casa de alguém é um erro fatal, esta parte eu gosto.Mas a raiz de nossas diferenças é que os dinamarqueses são descendentes dos vikings.Isto já é uma grande diferença.    Também é uma loucura querer que os brasileiros se tornem iguais ou se adaptem à Dinamarca quando se sabe que a população do reino, 90% de etnia dinamarquesa,não chega a 6 milhóes de pessoas numa área total de 43 094km².. Bem menor do que a população de um dos menores estados brasileiros, o RJ, que tem 16 milhões de várias etnias numa area de 43.696 km².

Dificil imaginar que o país banhado pelo oceano atlantico desde o cabo Orange até o Chuí, numa extensão de 7 367 km, que aumenta para 9 200 km se forem levadas em consideração as saliências e as reentrâncias, seja administrado igualmente ao reino dinamarquês, que tem uma Rainha (A Rainha Margarida II da Dinamarca) que é efetivamente o chefe de estado, e sua função é essencialmente de representação máxima do Estado e do povo. Um papel cerimonial que representa a tradição e cultura enraizada do respectivo povo. O poder executivo é exercido pelos ministros, sendo o primeiro-ministro um primeiro entre iguais (primus inter pares). Portanto nada mais diferente do que a politica destas bandas. Ao contrário dos brasileiros, os de lá não gostam muito de aparecer e não são receptivos com estrangeiros, leia-se xenófobos. Talvez o dinamarquês mais conhecido seja Hans Christian Andersen, famoso principalmente devido aos seus contos de fadas, As Roupas Novas do Imperador e O Patinho Feio. Outra diferença importante é que 78,4% da população é composta por membros da Igreja Luterana, enquanto no Brasil existe uma religião prá cada um (exageros à parte). Embora, como seus vizinhos escandinavos, seja historicamente  uma das culturas mais socialmente progressistas do mundo, há que se observar seus costumes totalmente diversos do povo aqui de baixo, pode-se acusar de má fé quem fala prá galera non-viking que o Brasil poderia ser igual.Algumas diferenças comemoradas pela patrulha do politicamente correto,como a ausencia de machismo, não leva em conta que o país foi o primeiro a legalizar a pornografia em 1969, o que não é legal no resto do mundo. Oficialmente. E para quem acha que vai para o paraíso, é bom lembrar que nosso Sol e calor são artigos de luxo por aquelas bandas. A adaptação pode ser bem difícil por conta do clima. Nos meses de inverno, entre outubro e fevereiro, os dias ficam mais curtos e a luz do sol é comemorada com entusiasmo, quando aparece.Muita gente acaba tendo a chamada ‘depressão de inverno’ por conta dos dias escuros e cinzas e noites longas e frias. Mesmo no verão o calor nunca será tropical. Nada é perfeito. Uma curiosidade é que    na Dinamarca você não pode botar o nome que quiser nos seus filhos, o estado lhe propicia escolher entre os 7.000 nomes pre-estabelecidos, viu Olaf? 
Além de tudo, existem diferenças incontornáveis entre os dois povos: a modéstia, a pontualidade, e acima de tudo, a igualdade, são aspectos importantes da maneira de viver dos dinamarqueses. Alguma semelhança?
Com uma estrutura política totalmente diversa em relação ao Brasil,é fácil compreender por que os políticos dinamarqueses recebem cerca de  R$ 6 mil para legislarem em horário parcial, complementados com atividades na direção de uma orquestra, e num espaço geográfico inversamente proporcional ao tamanho do Brasil, Vivem em zonas de classe média e não possuem carro, indo a pé ao trabalho. Outro dado importante em relação ao Brasil é a polícia, que  goza de alto nível de confiança. Ser um policial geralmente é considerado uma posição relativamente de status. Isto faz jovens considerarem a carreira", recebem um "bom salário de classe média, especialmente se for levado em conta a generosa aposentadoria".
O código criminal da Dinamarca proíbe propina ativa ou passiva, abuso de poder público, peculato, fraude, lavagem de dinheiro e suborno. A tolerância à ilegalidade na Dinamarca é baixíssima não só com relação às instituições, mas até com indivíduos do convívio que infringem normas das mais simples 
A marca fatal que separa as duas sociedades é a marca social.  Os dinamarqueses historicamente passaram a confiar nos indivíduos e, além disso, em suas instituições, o que torna possivel pegar um livro em bibliotecas sem intermédio de funcionários ou deixar o bebê num carrinho enquanto entra numa loja. 
Portanto, não há como comparar Brasil e Dinamarca e nem achar que ela é um país perfeito para todos, a Dinamarca é um país feliz para os dinamarqueses. 
A confiança social que também ajuda a prevenir a corrupção, é a chave que distancia nossos povos. Quanto maior a corrupção menor a confiança da população. Por isto numa pesquisa em 86 países ao perguntarem se as pessoas confiavam uma nas outras, na Dinamarca mais 70% disseram sim, No Brasil, apenas 9%. Fim.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

AQUELE PAPO SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

MUDANÇAS CLIMÁTICAS: AS SOLUÇÕES PROPOSTAS PREJUDICAM JUSTAMENTE OS MAIS POBRES

Por João Luiz Mauad, publicado pelo Instituto Liberal
Está em andamento a conferência anual de mudanças climáticas. O objetivo do encontro de duas semanas, conhecido como a 23ª Conferência das Partes (COP23), é negociar e descrever como implementar o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, assinado por quase 200 países em dezembro de 2015, na tentativa de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Quem lê as notícias vindas de Bonn, na Alemanha, fica com a impressão de que a teoria das mudanças climáticas é dada como 100% certa para praticamente 100% dos conferencistas. Segundo esta teoria, praticamente tudo na nossa sociedade é tremendamente dependente da temperatura da superfície da terra, e, por isso, estamos caminhando para uma destruição certa e inescapável, a menos que aceitemos os conselhos dos sábios especialistas e “descarbonizemos” nossa economia. Infelizmente, entretanto, ninguém se atreveu a dizer como fazer isso, até porque ninguém sabe como.
Nas análises catastróficas dos experts da ONU, quase tudo o que acontece em nossa volta, como doenças, mortes, fomes, guerras, secas, inundações, desastres naturais, incêndios, para citar apenas alguns exemplos, de alguma forma é influenciado por emissões perniciosas de dióxido de carbono e pela alteração da temperatura média da superfície terrestre em apenas 0,9 graus Célsius.
O mais incrível é que as avaliações e previsões catastrofistas simplesmente ignoram a capacidade humana de se adaptar e prosperar em resposta aos desafios. A quintessência disso é o capítulo verdadeiramente terrível sobre a deterioração da saúde humana em razão das mudanças climáticas. Enquanto a morte, a doença e a pobreza são evocadas como consequências do aquecimento, não existe sequer uma menção ao fato de que a expectativa de vida na Terra é aproximadamente o dobro do que era em 1900, ou que a renda per capita é quase dez vezes mais do que era então. Enfatiza-se a ocorrência de doenças que de alguma forma se espalharão por causa do aquecimento, negligenciando o fato de que muitas delas eram em grande parte endêmicas no passado, quando o clima era mais frio, e foram erradicadas, justamente durante o pequeno aquecimento verificado no último século.
As gerações humanas dos últimos 150 anos, que obtiveram tantas vitórias contra as mazelas que atingiram nossos antepassados por milênios, conseguiram isso justamente graças à energia abundante, eficiente e barata proveniente da combustão de combustíveis fósseis. Pelo tom catastrofista e melancólico de seus comunicados, parece que os apologistas do fim das emissões de CO2 talvez preferissem que nenhum daqueles progressos humanos tivesse ocorrido, desde que não tivéssemos enviado tanto dióxido de carbono para a atmosfera. Que tal se esse pessoal saísse de suas salas confortáveis e refrigeradas e fosse até um dos vários locais no interior da África para ver como é o mundo sem a energia barata e abundante dos combustíveis fósseis?
Como muito bem escreveu o Dr. Jay Lehr, diretor do “The Heartland Institute”, “algum dia o mundo irá acordar e rir, quando as pessoas finalmente entenderem que tudo isso foi uma grande piada”. O problema é que estamos falando de uma piada caríssima. Ademais, os possíveis danos causados por políticas ambientais voltadas para a redução das emissões de CO2 podem ser bem maiores que os provocados pelo próprio aquecimento global, caso resolvêssemos simplesmente ignorá-lo. Se o terceiro mundo for privado de explorar seus recursos naturais, como carvão gás e petróleo, por exemplo, não só as populações desses países continuarão a sofrer com sua miséria, suas doenças e sua baixa expectativa de vida, como também jamais terão condições de proteger seu meio ambiente, como atualmente fazem os países ricos.
Como bem resumiram Roger Pielke e Daniel Sarewitz, em artigo para o Financial Times, “se, nas próximas décadas, a África alcançasse o crescimento econômico rápido, do tipo que a China tem experimentado, isso tiraria centenas de milhões de pessoas da pobreza. Mas como o mundo rico pode atestar, crescimento econômico requer consumo de energia em doses sempre crescentes – e em grande parte fornecida por combustíveis fósseis. Somente no ano passado, 1,4 bilhão de chineses foram responsáveis pela emissão de mais de 10 bilhões de toneladas de CO2, enquanto 1 bilhão de pessoas, em todo o continente africano, emitiram apenas um décimo disso. A População africana poderá exceder a da China dentro de uma década, chegando ao dobro em meados do século. Portanto, as perspectivas desses bilhões de pessoas dependem, em grande medida, do crescimento da sua produção de energia e consumo. Se quisermos reduzir as emissões sem condenar vastas áreas da humanidade à pobreza eterna, teremos de desenvolver tecnologias de energia de baixo custo e baixo teor de carbono que sejam apropriadas tanto aos EUA quanto à Bulgária, Nigéria ou Paquistão. Mas isto implicará sacrifício; exigirá investimentos de recursos significativos ao longo de muitas décadas. Até que estas tecnologias sejam trazidas à fruição, devemos trabalhar com o que temos. No mundo rico escolhemos crescimento econômico. É cruelmente hipócrita que nós tentemos impedir que os países pobres cresçam também.”
Todas estas evidências nos fariam qualquer um questionar se as mudanças climáticas são mesmo um problema científico que obteve suporte político, ou se estamos falando de ativistas e políticos que encontraram numa questão científica a forma de obter mais poder e controle. De fato, é bastante razoável intuir que as teorias escatológicas das mudanças climáticas são uma grande sacada dos modernos anticapitalistas, usadas para fazer avançar uma agenda política que favorece o planejamento central e a ação cada vez mais intrusiva de governos sobre a liberdade e a propriedade dos indivíduos.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017


ROCK IN RIO 2017 - RESUMÃO


Depois da pasmaceira do primeiro fim de semana em que pouca coisa se salvou,os últimos quatro dias do Rock in Rio vai deixar alguma coisa para a posteridade. Da primeira etapa, acho que ninguém lembra mais,  a não ser os fãs do Maroon Five, talvez alguma coisa de Alicia Keys e a emoção de Justin Timberlake com "Mirrors". Me abstenho de falar qualquer coisa sobre o palco Sunset e as bandas brasileiras, pelo simples fato de poderem serem vistas a qualquer hora pelos seus seguidores, e também por que não param de pagar micos a cada edição do festival, por exemplo Ney Matogrosso e Nação Zumbí, que  eu estava curioso prá ver e  foi um show constrangedor, e como excessão, alí aconteceu um bom show de Alice Cooper. Constrangedora também é a teimosia de tentar empurrar goela abaixo diversidade no lugar de qualidade, e vozes desafinadas como o fino da arte.
Nesta edição, por acaso e como excessões, aconteceram quatro shows históricos no palco Mundo. Na quinta, o primeiro dia da segunda etapa, (deixemos de lado Skalene, Fallout boy e Def leppard) sobrou o segundo melhor show do RIR, o Aerosmith desfilou seus grandes sucessos (quase todos) em grande forma e com integração total com o público. No segundo dia, desprezemos J. Quest, o Alter bridge com membros ex- Creed  não aconteceu, e falemos de Tears For Fears. Não por saudosismo, mas por fazerem o melhor show da noite. A música de alta qualidade pareceu não ter ressonância com a galera mais nova que não se agitou nem com "Shout". A noite terminou com Bon Jovi, que acho, ao contrário do que alguns críticos acham, fez um show abaixo do de 2013. Bon Jovi não escapou da caracteristica das grandes bandas deste festival, que é a queda de voz.
No terceiro dia, Titãs sem comentários, ops, só um,é melhor fazer crítica com música, como "Vossa Excelência" do que discursinhos opoirtunistas. Incubus ficou recolhido a sua insignificancia. Aí aconteceu o melhor show do RIR 2017, o The Who promoveu um show histórico, por acaso. Foi o primeiro show no Brasil nestes 50 anos da banda e talvez seja o último. Ver o The Who mesmo no seu final é como testemunhar a história do Rock, além do que a apresentação foi honestamente fiel ao som caracteristico da banda. Para fechar a noite, o terceiro  show histórico: o Guns & Roses fez uma viagem por toda sua carreira e todos os seus discos, desta vez com a volta de Slash, por longas três horas e meia, compensando o atraso de tres horas na edição 2013. Embora Axl  estivesse com a voz ainda mais sofrível, Slash só faltou tocar "Evidências".
Na última noite, Capital Inicial mostrou mais do mesmo, OffSpring fez uma viagem de volta aos anos 90 com um showzinho redondo para aficcionados, 30 Seconds to Mars vai ser lembrado pelo fato do vocalista- ator  ter voado na tirolesa, não há música para lembrar. Fechando o pobre festival, Red Hot Chilli Peppers encerrou de forma um pouco rápida sua apresentação, talvez comparado com o extended play do Guns na noite anterior. Lembro que o show na edição 2011 foi bem melhor, mas desta vez aconteceu no dia do aniversário do disco Blood Sugar Sex Magik  (lançado no dia 24 de setembro de 1991) aclamado como um dos maiores álbuns do Rock alternativo, do qual o maior hit é "Give it away", mas a melhor é "Under the Bridge". Não tocaram "Otherside" do meu disco preferido e não emocionaram muito, foi só de bom tamanho.
PS: Esta, sem dúvidas, foi a pior edição do Rock In Rio  de todos os tempos.  



terça-feira, 12 de setembro de 2017

TEMER OU NÃO TEMER (II)



Fora Temer!  foi o grito de guerra da esquerda petista e congêneres no último ano, embora a maioria da população respirasse aliviada pela saída da quadrilha de Lula e Dilma do poder.Depois de Dilma nunca mais ninguem foi prás ruas protestar nem bater panelas.Não que Temer seja o mais popular dos políticos a ocupar a cadeira presidencial, é que mesmo pertencendo a constelação de caciques corruptos que dominou a política brasileira depois do regime militar, Temer corre o risco de se tornar o (Vice) Presidente, junto a Itamar Franco, que mais se aproximou de domar a economia deste país irreal, e em apenas um ano.
Dá prá imaginar, se Temer caisse, como ficaria o país nestes longiquos meses até as eleições, sem ninguem comandando, mesmo precariamente,o barco. Então Temer deve ficar. E não sem motivo.  
De modo rápido, mal sentou na cadeira  partiu para a aprovação do limite de gastos.algo que sempre foi necessário e nunca tentado.Depois melhorou muito as leis trabalhistas com uma reforma quase perfeita. No seu governo, o país saiu de uma recessão que parecia sem prazo para um crescimento surpreendente até para os petistas que viram aí um sinal de perigo nas proximas eleições. 
Uma das principais melhoras sentidas (não para os alienados) na economia foi a brutal queda da inflação, que era de dois dígitos (10,7%) em dezembro de 2015, e está agora em 4,0%, portanto abaixo da meta de inflação de 4,5% (dados de abril). Essa é a inflação mais baixa desde julho de 2007, onde a inflação em 12 meses foi de 3,7%. O fortalecimento do real, que fechou 2015 no patamar de R$ / US$ 4,00, e está agora rodando em R$ / US$ 3,15, ajudado pela queda do risco-país e uma grande contribuição de safras recordes causando  a queda dos preços de alimentação.Em agosto passado, a inflação (12 meses) de alimentação domiciliar foi de 16,8%, e foi recuando até chegar a 2,5% em abril. Em abril do ano passado, a expectativa de inflação até 2020 estava em 5,0%. Já agora, está em 4,25% para 2020, apostando numa queda na meta da inflação para esse período.
Ea fantástica queda dos juros? Há quanto tempo não se via juros num patamar tão baixo? A nova diretoria do Banco Central entrou no governo com a Selic em 14,25%. Hoje, o juro nominal se encontra em 10,25% e a mediana das expectativas de mercado apontam para a Selic em 8,5% no fim do ano. 
A recessão brasileira, a pior dos últimos 120 anos, causada pelos "erros" de política econômica praticadas pelos governos petistas, parece que está ficando para trás. Depois de oito trimestres em queda consecutiva, as previsões apontam um crescimento real do PIB nesse ano está em 0,5%. Apesar de ser um ligeiro crescimento, é melhor do que as duas quedas do PIB de 2015 e 2016 (-3,8% e -3,6%).
A mídia parcial, que torceu para Temer cair depois da delação da JBS, não entende por que a bolsa está subindo tanto e bate recordes, não fazem links com Temer, mas o mercado faz. 
Atropelado pelas más companhias e suas conexões, Temer não conseguiu ainda emplacar a reforma mestra, a da Previdência, mas não é que quase conseguiu? mesmo que venha a coloca-la em discussão ,parece que não irá lograr muito êxito, de qualquer forma, abriu caminho para a discussão no futuro governo.
Quase desapercebido, Temer acabou com parte da burocracia para documentos federais  exigidos em contratos de negócios, muito explorados por cartórios. Outras decisões acertadas foram as nomeações das presidencias do BNDES e Petrobrás. 
O desemprego parou de crescer, mas infelizmente os empregos só voltarão com o crescimento da economia, e levará mais tempo dependendo  de uma normalidade sustentável e responsável do novo governo em 2018.