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sexta-feira, 14 de julho de 2017

O POLITICAMENTE INCORRETO DE TODOS OS ANOS

O Livro do Lobão escrito à sua maneira trollada é um delicioso e caústico relato dos bastidores do cenário Pop/Rock dos anos 80, mostrando a visão pessoal de um membro ativo dos movimentos pro-libertários que desembarcaram no meio artistico após o fim do regime militar. Contudo, e apesar de toda a saudade que acomete aqueles que viveram o período, quando a música ainda tinha certa importância em nossas vidas, só um tema me importou, até por que ele é referência em diversos casos no meio artistico nos últimos 50 anos: a chamada máfia do dendê. O termo cunhado por Lobâo no livro, para quem não se ligou, se refere à trupe dos baianos que, junto às divindades Chico Buarque e Roberto carlos, monopolizaram todos os movimentos na música brasileira com o auxilio luxuoso dos donos de gravadoras e mídias,  até o advento da Internet, atropelando ou derrubando quem não fosse simpático ao grupo.  Lobâo fala no livro que o Rock brasileiro que ameaçou os caciques da MPB por um tempo foi diluido e boicotado até a última nota por este grupo, ou grupos. Também devido a morte de alguns front-men e vacilos dos fortes, o Rock se rendeu a malemolência dos temperos brasileiros. Como resultado por incrivel coincidência, a música brasileira acabou em axé no inicio dos anos noventa, e por não ter força para  resistir tres meses do carnaval baiano, acabou derrapando para o Sertanejo. Sobre o Império baiano que ditou normas durante principalmente o período militar, é bom lembrar do ataque que sofreu Simonal que foi abatido em pleno vôo, sem provas ou direito de se defender, coisa típica da esquerda caviar que usa os mesmos artificios para atacar adversários até hoje: a mentira. Fagner reclamou muito da tropa baiana que tentou desfenestra-lo no inicio da carreira mas se salvou por se tornar amigo de Chico, e quem não sabe que Ritchie foi boicotado por vender mais discos que Roberto Carlos nos anos 80? E vendo de que lado estão os mesmos personagens hoje, é fácil imaginar quem condenou Simonal sem provas, ao inferno.