Translate

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O TRISTE FIM DO NaEL MINAS GERAIS

O triste fim de nosso primeiro porta-aviões


Alex Castro
por
     

Como membro da última tripulação do Nael, não pude deixar de admirar o belo texto escrito no site "Papo de Homem" sobre o destino do Porta-aviões Minas Gerais, e como, apesar de ter sofrido horrores durante quatro anos fazendo parte da equipe do Departamento de saúde, desci triste pelas escadas para ir embora,  sabendo que era o fim de uma era  e alí estava o que se poderia dizer... a Marinha por excelência.
Carlos Gomes.
 
  • O Navio-Aeródromo Ligeiro Minas Gerais (A-11), que serviu em três marinhas de guerra ao longo de cinquenta e seis anos e foi primeiro porta-aviões da Armada brasileira, encontrou seu fim ao lado de tantos outros bravos guerreiros do mar: nas impiedosas praias de Alang, na Índia, maior centro mundial de sucateamento de navios.
  • Cinquenta e seis anos depois de construído, o Minas foi decomissionado em 2001. Era o último dos porta-aviões ligeiros da Segunda Guerra Mundial ainda ativo e também o mais antigo porta-aviões em operação. E, mesmo tendo passado por três marinhas em um século convulsionado, na interessantíssima expressão inglesa, never fired a shot in anger, ou seja, “nunca disparou irritado”, querendo dizer que jamais participou de combates e todos os tiros que disparou foram em treinamentos ou simulações.


 
COMO UM CÃO SACRIFICADO
Ninguém quis o velho Minas, onde tantos homens suaram por tanto tempo. A associação de ex-tripulantes britânicos tentou comprá-lo, para que fosse um museu flutuante, mas não conseguiram levantar o dinheiro. Em julho de 2002, for vendido por cerca de dois milhões de dólares para um estaleiro chinês.
Como um velho cachorro já sem controle sobre as próprias pernas, o Minas Gerais saiu do Rio de Janeiro rebocado, abandonando assim a baía que foi sua casa por quarenta anos, e foi em direção à eutanásia nas areias de Alang, na Índia.



 

Nenhum comentário:

Postar um comentário