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domingo, 13 de julho de 2008

RONNIE VON E OS DISCOS ESQUECIDOS



Devo confessar que a primeira vez que cantei em publico foi
aos 10 anos numa festinha na escola. E também foi a última.
A música era sucesso nas rádios e chamava-se “O carpinteiro”
de Ronnie von. "O pequeno príncipe", como era chamado,
cantava músicas bobas, que falavam basicamente de amor e
suas letras passeavam por um mundo encantado, de contos de
fadas.Nada que incomodasse seu lugar na Jovem guarda. Nos
anos seguintes tudo mudou. O príncipe largou seu reino e
lançou um disco moderno, com letras que tinham perdido a
inocência, o Ronnie von 2. A música que fez algum sucesso foi
Silvia 20 horas domingo, mas sintomaticamente a primeira do
disco foi Meu novo cantar. Voltou um pouco ao original no disco
seguinte, o Ronnie von 3, meu preferido, que tinha ou tem,
Jardim de Infância, A chave, A filha do rei.
Mas contrariando o sucesso fácil, a gravadora e o público em
geral, resolveu mostrar seu lado experimental e lançar um disco
estranho cheio de músicas estranhas e com um nome super estranho:
A misteriosa luta do reino de parasempre contra o Império do nunca mais.
Foi além no disco seguinte, o futurístico Máquina voadora, e
incompreendido e vitimado por uma estranha doença entrou no
limbo dos que nunca mais são ouvidos. Totalmente desconhecidos,
os discos inovadores ficaram escondidos por bastante tempo.
Talvez por não ter tido o sucesso que merecia, em 1973 RV gravou
uma música chamada “A banda da Ilusão”. Meu ídolo na Infância
enveredou pelo caminho dos românticos, mais conhecidos como
bregas e ressurgiu na TV apresentando um programa de variedades.
Com o fim da música brasileira (com alguma qualidade), exploradores
e pesquisadores, começaram a procurar as reliquias do passado.
Com algum atraso, chegaram trinta anos depois, à descoberta dos
três discos revolucionários.
Rotulados como “Era Psicodélica de Ronnie Von”, estão sendo
aclamados como obra muito à frente do seu tempo.
Mais: quase ninguém lembrava e as novas gerações não sabiam,
que aquele dublê de apresentador/cantor brega, chamou para lhe
acompanhar nessa fase experimental um grupo de rock Brasileiro
que se tornaria o mais conhecido em todo mundo, até agora em 2008,
e lhe daria o nome de Mutantes.
Elegante como sempre, Ronnie von nunca demonstrou a
amargura que deve ter sentido, deve estar satisfeito por suas
músicas estarem quarenta anos à frente do seu tempo, e sorrindo
por dentro, como um príncipe.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

AS CENTÚRIAS (DE NOSTRADAMUS)


Fragmentos de um texto de Nostradamus: .
'...e próximo do terceiro milênio, uma besta (seria o... ????)
barbuda (céus,é ele!!!) descerá triunfante sobre um condado
do hemisfério sul (Brasil???) ;
espalhando a ignorância, a desgraça e a miséria .' ( Céus, a educação, a previdência e a corrupção ). '...Será reconhecido por não possuir seus membros
superiores totalmente completos.' (epa!!! Cadê o dedinho?) '...
Trará com ele uma horda,(xíí.Palocci, Zé Dirceu, Genoíno e Mangabeira Unger)
que dominará e exterminará as aves bicudas (PSDB =Tucanos !!!) ;
e implantará a barbárie por muitas datas (REELEIÇÃO???)
sobre um povo tolo e leviano.' (PUTA QUE PARIU, é nóiiiiiiis!!!)...

Texto encontrado por fafasaldanha.

PRODUTOS DA MODA

PARA LANTERNAS

sábado, 28 de junho de 2008

KRIG-HA BANDOLO!



1973 - A capa do primeiro LP solo do Raul seixas me deixa intrigado por bastante tempo,mesmo depois de achar que a tinha decifrada. Foi a única com tantas mensagens cifradas. Eu já sabia que Krig-ha bandolo era o grito de guerra do Tarzan nas revistas em quadrinhos, mas não atentei na época que o disco continha cinco músicas em parceria com um loucaço maior ainda chamado Paulo coelho, aquele que viria a ser o mago, e não sabia que ele (e sua mulher) era o criador do título inusitado. Pior foram os censores. Não sabendo que diabos era Krig-ha bandolo, foram em busca do futuro famoso mago para interroga-lo. Ao tentar explicar que a expressão significava (mais ou menos) cuidado,inimigos! foi logo interrompido com a pergunta: quem é o inimigo? o govêrno? Foi parar no DOI-CODI,a temivel policia da repressão durante o regime militar.
A história da capa do revolucionário LP está no livro "O MAGO", biografia autorizada do Paulo coelho, escrita por Fernando Morais. Um livro arrepiante, com segredos quase inconfessáveis do agora escritor brasileiro mais famoso no mundo. Os fãns de Raul Seixas devem devorá-lo até a última página. Como diz a letra de Paranóia : Com amor e com medo.